Precisa de ajuda? Nossa equipe está disponível para tirar suas dúvidas.
O aterramento de gerador é um dos itens mais negligenciados e, ao mesmo tempo, mais importantes de uma instalação de energia de reserva. Afinal, é ele que define o caminho seguro para a corrente em caso de falha, protege as pessoas contra choque elétrico e permite que os dispositivos de proteção atuem corretamente. Por isso, a NBR 5410 trata o assunto como requisito, e não como recomendação.
Neste conteúdo, você vai entender o que é o aterramento, quais riscos ele evita e por que essa etapa exige profissional habilitado.
De forma simples, o aterramento é a ligação intencional de partes da instalação à terra, por meio de eletrodos e condutores de proteção. Nesse sentido, ele cria uma referência de potencial e um percurso de baixa impedância para correntes de falta.
Quando um gerador opera como fonte, ele passa a ser o ponto de origem do sistema elétrico local. Consequentemente, o aterramento de gerador precisa ser projetado especificamente para essa condição, e não simplesmente herdado da instalação da concessionária.
Sem aterramento adequado, uma falha de isolamento pode energizar a carcaça do equipamento, os quadros e as estruturas metálicas próximas. Dessa forma, qualquer pessoa que toque nessas partes fica exposta a choque grave. Além disso, sem um caminho de baixa impedância, os disjuntores e dispositivos DR podem não desarmar no tempo necessário.
Vale ressaltar que o aterramento de gerador também protege os equipamentos conectados. Afinal, ele ajuda a escoar surtos e a manter a tensão dentro de faixa segura. Portanto, a norma exige essa proteção em qualquer instalação, permanente ou temporária.
Ponto de atenção: um gerador “flutuante”, sem aterramento, é uma das não conformidades mais perigosas em obras e eventos. A ausência de choque aparente não significa que a instalação é segura.
O cálculo considera a potência de todos os compressores, evaporadores, resistências de degelo, iluminação e o sistema de controle. Além disso, aplica-se margem para o pico de partida e para uma eventual ampliação futura da operação.
Como referência, instalações comerciais de médio porte trabalham com geradores de 75 kVA a 200 kVA, enquanto centros de distribuição e frigoríficos exigem potências bem superiores. Ainda assim, somente o levantamento de carga no local define o modelo adequado.
A NBR 5410 define esquemas identificados por letras, como TN-S, TN-C-S e TT. Cada um estabelece como o ponto neutro da fonte e as massas dos equipamentos se conectam à terra. Nesse sentido, a escolha do esquema influencia o projeto das proteções e a coordenação entre elas.
Quando o gerador entra em operação no lugar da rede, é preciso garantir que o esquema de aterramento permaneça coerente. Além disso, o quadro de transferência deve tratar o condutor neutro de forma adequada, evitando situações em que a proteção deixa de funcionar. Por isso, essa análise cabe a um projetista, que avalia a instalação como um todo.
Na prática, a execução envolve as seguintes etapas:
Consequentemente, o serviço exige instrumentos de medição e conhecimento normativo. Assim sendo, não é uma tarefa para improviso no local.
Obras, eventos e operações emergenciais também precisam de aterramento, mesmo que o gerador fique poucos dias no local. Afinal, o risco de choque não diminui porque a instalação é provisória. Nesse sentido, uma empresa especializada leva o material adequado e executa a medição antes de energizar as cargas.
Vale lembrar que solos secos ou rochosos dificultam o aterramento e podem exigir mais hastes ou tratamento do solo. Portanto, a avaliação técnica no local é indispensável.
Copyright © 2025 Alugar Gerador | Developed by r.hop
Olá, seja bem-vindo(a)!
Preencha as infos e seja redirecionado ao nosso WhatsApp de atendimento para tirarmos todas as suas dúvidas!